Multicloud: um modelo que tem chamado a atenção do mundo corporativo

Multicloud

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Mais e mais empresas adaptam seus processos para computação em nuvem, e multicloud se sobressai para aumentar eficiência e segurança

A aceleração digital provocada pela pandemia trouxe uma nova realidade ao mundo corporativo: a necessidade de estar atento a novas tecnologias e investir nelas, para que o funcionamento das plataformas seja possível.

Com uma parcela considerável de pessoas em home office, as empresas migraram seus processos para o ambiente digital, seja para movimentos internos, ou para métodos que visam o cliente final.

Nessa intensa atividade de migrar os recursos para o digital, algumas tecnologias se sobressaíram. A computação em nuvem foi uma das que mais obtiveram destaque, sobretudo em modelo híbrido, com uso de nuvens públicas e privadas. O curioso desse uso foi sua rápida expansão, pois não obstante em apenas usá-lo como fonte de armazenamento, as empresas passaram a usar várias nuvens para realocar seus arquivos, transacionar documentos e desenvolver demais processos da área de tecnologia da informação,  o que gerou o conceito de multicloud: empresas que trabalham com mais de um provedor de serviço de nuvem. 

Sem dúvidas, a computação em nuvem trouxe uma nova era para os negócios, especialmente por permitir que as estruturas tecnológicas de qualquer empresa sejam movidas para o ambiente online. A outra vantagem, por consequência, foi a redução dos custos, o que explica por que o multicloud tem sido tão popular e eficiente.

A tendência do multicloud no mundo corporativo

É um fato que a arquitetura multicloud tem conquistado empresas mundo afora. Segundo o Relatório de Segurança de Nuvem 2021, realizado pela Fortnet e pela Cybersecurity Insiders, 76% das empresas em todo o planeta já usam mais de um provedor de serviços para computação em nuvem. E, normalmente, os processos são todos integrados.

Para se ter ideia, 33% das organizações ao redor do globo trabalham com mais da metade de seus processos na nuvem. E essa porcentagem tem dado todos os indícios de crescimento para os próximos anos.

Um ponto importante a destacar é que o uso dessa ferramenta tem sido favorável até mesmo às nuvens públicas, com maior peso no uso híbrido – que mistura nuvens públicas e privadas. No entanto, o uso da tecnologia gratuita ainda é bastante restrito, uma vez que 58% das organizações se preocupam com a proteção dos dados e 57% delas também destacam a falta de recursos de segurança para esses ambientes.

O conceito de multicloud ganha força justamente no uso híbrido: cada vez mais, as empresas adotam vários serviços de nuvens de diferentes provedores, pois reconhecem que um uso descentralizado de fornecedores não apenas facilita os processos, como também antecipa falhas no sistema. Contudo, os gestores das áreas de tecnologia ainda sentem falta de uma interface de monitoramento: o estudo mostra que 78% dos entrevistados veem como vantagem a criação de uma única plataforma de segurança em nuvem – como um painel – para monitorar todos os provedores do mesmo local, de maneira mais integrada.

Por que usar o multicloud?

A vantagem do multicloud está justamente na possibilidade. Com diferentes provedores, é possível separar melhor os processos de uma empresa, além de receber maior espaço de armazenamento. Na prática, é como separar cada segmento da companhia: em um aplicativo, por exemplo, é possível usar uma nuvem para os testes e o desenvolvimento, ao passo que em outra nuvem se pode criar um ambiente de produção, backup, entre outros.  E vale destacar que, por vezes, é possível integrá-las. 

Essa oportunidade permite que haja um acesso mais focado em cada serviço, e os processos digitais têm bem menos possibilidade de erro. Além disso, é possível definir também um provedor mais adequado ao tipo de arquivo ou recurso utilizado naquele espaço, o que, consequentemente, aumenta a eficiência do time responsável por cada segmento.

Outro ponto que merece destaque é a antecipação das falhas. Isso porque, se uma empresa usa apenas um provedor de nuvem, quando ocorre qualquer interrupção daquele ambiente, todos os processos da empresa passam a ser paralisados.

No entanto, quando o uso de várias nuvens é inserido no contexto da corporação, é possível migrar os processos e continuar em funcionamento, pois não há dependência de um serviço específico.

Na pandemia, mesmo para atividades mais simples, as empresas já passaram a perceber que a dependência de um único provedor pode ser uma atividade arriscada. A arquitetura multicloud vem, assim, na linha oposta: promover mais espaço em mais fornecedores para manter um funcionamento mais eficiente.

Algumas desvantagens para estar atento

Segundo o Relatório de Segurança na Nuvem 2021, uma das principais vantagens para as empresas entrevistadas no uso da arquitetura de multicloud é o tempo mais rápido para chegar ao mercado (53%), seguido pela maior capacidade de resposta (51%) e redução de custos (41%). 

No entanto, ainda há um longo caminho para a implementação da computação em nuvem em várias empresas. O relatório aponta que algumas das barreiras para a adoção da ferramenta são falta de visibilidade (53%), falta de controle sobre as nuvens (46%), falta de uma equipe capacitada (39%) e alto custo (35%).

É evidente – e comprovado – que o uso da multicloud traz uma maior carga à equipe de tecnologia.

Isso ocorre principalmente pela quantidade de trabalho para a área, visto que, com diferentes provedores, a atuação tende a ficar descentralizada, o que demanda mais atuação do time. 

Esse ponto, por consequência, está muito relacionado a outro problema: há poucos profissionais brasileiros capacitados e especializados na área, o que os torna não apenas difíceis de encontrar como responsáveis por um alto investimento por parte das empresas. Isso porque o desafio é maior do que o imaginado, posto que cada nuvem depende de um tipo diferente de atuação – e, portanto, de um profissional especializado nela.

No entanto, as vantagens têm levado milhares de empresas a adotarem o multicloud, justamente pelo baixo investimento total e pelo aumento expressivo na eficiência dos processos internos. O que não resta dúvidas é que o modelo é eficiente para qualquer tipo de negócio, seja ele o gerenciamento de um aplicativo, os processos internos de um e-commerce e até mesmo para armazenamento e manutenção de empresas que trabalham com empréstimo online. 

Essa consequência é uma das fundamentais para garantir o sucesso dessa ferramenta, tão querida no mundo corporativo e tão valiosa para o bom andamento digital dos processos empresariais.

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