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Personas x público-alvo: qual a diferença e como identificá-los?

Entenda como criação de personas pode alavancar negócios, por meio da personalização

Quem trabalha com marketing sabe o quão difícil é responder à pergunta de ouro dos negócios:  mais do que compreender qual é o público-alvo, é preciso saber quem é o verdadeiro cliente da empresa, um questionamento mais complexo do que se apresenta. 

Quando os primeiros dados sugerem quem seria esse público, o marketing se prepara para criar campanhas baseadas nas personas traçadas. Ou seja, é a centralização de um grupo de pessoas em um personagem fictício, que atende às necessidades dos clientes e tem, portanto, estratégias específicas voltadas a eles. Esse planejamento permite uma maior fidelização e até mesmo aquisição para as empresas.

Mas, afinal, o que são personas?

Diferentemente do que se pensa, a persona não concentra uma massificação do que é o público-alvo dos negócios. Pelo contrário, a persona é um personagem fictício que abrange uma série de características de um grupo de clientes, de maneira a orientar a equipe de marketing a realizar estratégias personalizadas. Ela centraliza, portanto, um cliente ideal. 

Vale destacar que essa persona não necessariamente é mantida em um único perfil; ela pode (e deve) ser expandida para atender a maior gama de clientes da empresa, sempre para representá-los e, dessa forma, criar anúncios e ofertas compatíveis às suas necessidades.

Um ponto interessante a se ressaltar é que a obtenção da persona não é feita por mera observação: ela precisa ser pautada em dados que descrevam quem é esse público. Ou seja, em linhas gerais, é entender a faixa etária desse grupo, para qual setor trabalham, qual o tipo de entretenimento que consomem, quais suas preferências de atendimento, entre outras especificidades.

Qual a diferença entre a persona e o público-alvo?

Partindo do princípio de que a persona nada mais é do que uma definição específica de um perfil e o público-alvo é bem mais abrangente, fica mais fácil reconhecer as diferenças entre ambos os termos. Por exemplo:

Melissa Pereira (nome fictício) tem 42 anos, é bióloga, tem dois filhos e atua como professora de uma universidade conhecida em seu estado. Ela frequenta muitos seminários de natureza, apoia causas sociais e faz doações mensais a uma série de ONGs de seu interesse. Essa é a persona criada, que abrange a individualidade de um grupo de pessoas.

Já o público-alvo é um pouco mais abrangente: mulheres entre 35 e 45 anos, mães, que trabalham na área das ciências biológicas, entusiastas de causas sociais e sustentáveis.

Como montá-las?

A partir da percepção de dados dos clientes, é possível estruturar a persona do seu negócio de maneira mais fluida. Na prática, ela será resultado de uma ampla pesquisa feita com os consumidores da empresa.

É importante ressaltar que esse estudo precisa ser feito por profissionais da área de marketing. E, quanto maior a especialização, ou seja, se os profissionais envolvidos tiverem no currículo uma pós-graduação EAD ou presencial, é ainda melhor.

Para obter os dados, é possível realizar um estudo de Big Data ou mesmo por meio de pesquisas orientadas ao público – algo que pode ser feito até mesmo pelas redes sociais.

Alan Terra

Estrategista de Marketing Digital e Expert de Vendas On-line com 18 anos de experiência no mercado de internet e mais de 600 projetos digitais desde 1997, isso mesmo da época que não existia Wordpress, só o velho e bom notepad!

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